Feliz? Aniversário.

Postado em Uncategorized em 13/02/2012 por Diana Bulcão

Hoje, muitos bebês nasceram, estão nascendo nesse exato instante, e vão nascer. Hoje, muitas pessoas morreram, estão morrendo, ou vão morrer. Hoje, bombas vão explodir. Hoje, alguém vai descobrir a cura para uma doença que, até outrora, parecia incurável. Hoje, pessoas serão torturadas por importantes informações. Hoje, milhões de hectares serão desmatados para eucaliptos serem plantados, a famosa “madeira reflorestada”. Hoje, alguém descobrirá que tem aids. Hoje, alguém ficará milionário. Hoje, alguém começará um namoro. Hoje, alguém terminará um namoro. Hoje, alguém vai se declarar. Hoje, alguém vai levar um fora. Hoje, o buraco na camada de ozônio vai aumentar. Hoje, uma sociedade muito mais evoluída que a nossa, que vive em um planeta distante, pode estar descobrindo a fórmula da vida eterna. Hoje, muitas pessoas também fazem aniversário, então, não pense que o dia é só seu. Hoje, o mundo não gira só ao seu redor.

Rápido e Indolor.

Postado em Uncategorized em 12/01/2012 por Diana Bulcão

Trouxeram o corpo. Primeiro, arrancaram-lhe todos os dentes e unhas com um alicate. Depois, cortaram-lhe os lábios e as pálpebras com uma tesoura enferrujada. Em seguida, os dedos das mãos e dos pés foram arrancados à base de mordidas caninas. Os joelhos e cotovelos foram quebrados, óleo fervente foi inserido em seus olhos, e um escorpião foi inserido em seu reto, que fora costurado logo em seguida. Os braços em pernas foram amarrados em quatro distintos cavalos que, como não eram de tração, não possuíam força para arrebentar os membros, causando apenas o deslocamento dos ombros e coxas. Os mamilos foram marcados com chumbo quente e as orelhas cortadas fora. Do que lhe restara de vida, conseguiu ouvir Isso… Foi por quebrar meu coração. Então o que sobrara do corpo fora lançado ao fogo.

Madrugada.

Postado em Uncategorized em 12/01/2012 por Diana Bulcão

Das profundezas mais obscuras e inexploradas de sua mente, veio a fúria. De sua alma enfraquecida, veio a dor. Da pouca força que lhe restara, veio a lâmina. Do corpo velho e cansado, veio a veia ressaltada. Da coragem, veio o jorrão de sangue. E do fim, veio o silêncio.

Fraterno

Postado em Uncategorized em 06/01/2012 por Diana Bulcão

Entrei no box, e liguei o chuveiro. A água começou a cair sobre minha cabeça, e a deslizar pelo resto do meu corpo. A temperatura estava elevadíssima, mas eu não sentia dor. Lá fora, a chuva e o ar frio tornavam o ambiente mais gelado, me fazendo ignorar a água que queimava minha pele. Quando estava totalmente molhada, fechei os olhos, e voltei para minha lembrança preferida.

Eu estava deitada na cama, sobre os confortáveis lençóis brancos. Abri o olho devagar, para os mesmos se acostumarem com a claridade. Olhei para o lado, e o encontrei. Nu, como eu, me observando de uma poltrona próxima a cama. Sorriu ao me ver acordar, e se aproximou. Não tirou o olhos de mim em nenhum instante. Delicadamente, subiu na cama, próximo aos meus pés, e veio engatinhando por cima de mim, até seu rosto ficar próximo ao meu. Seu braço tremia um pouco, por ter que sustentar o próprio corpo acima do meu, mas nada que causasse preocupação. Ele era forte, bem forte. Ficou me encarando por um tempo, sorriu, e beijou meu pescoço. Instantaneamente fechei os olhos, e mordi o lábio inferior. Percebendo minha reação, começou a beijar meu pescoço numa intensidade maior, e de vez em quando dava umas mordidinhas de leve. Minha respiração foi ficando ofegante. Sem mesmo percebermos, já estávamos nos beijando fervorosamente. Devido ao enorme prazer que sentia, arranhava suas costas com minha unha levemente, fazendo com que ele se arrepiasse dos pés à cabeça. Então, depois de um tempo, esquecemos da vida, e nos entregamos ao pecado.

Acordei com um relâmpago. Só com sua luz, na verdade, o som ainda não tinha ecoado. Percebi que a água estava muito ardente, e liguei o máximo que pude a fria. Com o tempo meu corpo foi seu esfriando. Passei um xampu no cabelo, e fiquei esfregando minha cabeça como se fosse conseguir tirar aquela lembrança dali. Tirei a espuma, me ensaboei, e saí do box.  Busquei uma toalha pendurada na parede, me sequei, tirei o excesso de água do cabelo recém cortado, vesti uma blusa enorme dele que estava no chão, e fui para o quarto. O nosso quarto. Seu corpo ainda estava lá, eu não tinha coragem de enterrá-lo. Ele estava frio, sem cor, e sem vida, mas continuava o mesmo. Lindo, charmoso, jovem. Eternamente jovem. Eterno também era o amor que eu sentia por ele. Meu irmão. Pra sempre.

You hit me! Now I have power over you! Que Doidera!

Postado em Uncategorized em 06/01/2012 por Diana Bulcão

Sua mania por começar.MaNI-A POR COMEÇAR.Silent  hill com monstros marinhos. oh yeah. estamos aqui negociando o poder sob o controle de todos os cassinos de los angeles, porque a máfia tá braba!!! you crazy, bitch? ar you?URAH BARB~~ HANNAH BARBERA! Revivendo lembranças…….Ahan. É isso aí mesmo ♥  kwfwe =never É CLARO. forever and ever you’ll st;iaybyin my

Guia Certeiro de Comportamento Para Jovens Meninas

Postado em Uncategorized em 30/12/2011 por Diana Bulcão

Ande na rua com cuidado. Passos nem muito largos, nem muito curtos, na medida certa. Permaneça calma. Não respire em excesso, nem em escassez. Não corra, não vai querer ficar suada. Tenha sempre em mãos um isqueiro, para quando os cavalheiros vierem com um cigarro, você poder acendê-lo.  Ao atravessar a rua, preste atenção! Olhe atentamente para os lados, e só atravesse quando não estiver vindo nenhum, eu repito, nenhum automóvel. Ao subir as escadas que fazem curvas, vire-se em movimentos exatos e perfeitos de noventa graus, à cada curva que passar. Suba pelos degraus numa velocidade média regular. Ao terminar a escada, pare um pouco, só um pouco, pegue ar, e continue andando. Atravesse a rua mais uma vez, da mesma forma ensinada anteriormente. Ao chegar em frente ao portão de sua residência, procure as chaves. Não tão devagar, pode chegar um maníaco e te estuprar. Não tão depressa, não vai querer que pensem que há algo muito importante em sua casa. Abra o portão, entre, feche-o com força. Suba novamente as escadas da mesma forma ensinada (não esqueça dos 90  graus exatos!), abra a porta de casa, e a partir daí, os critérios de educação são escolhidos de acordo com cada família.

Vegetal Natural.

Postado em Uncategorized em 28/12/2011 por Diana Bulcão

Nascida das águas e criada na Colômbia, és a mais bela de todas as ninfas da floresta. Seu odor ilumina meus pulmões de forma simples e cristalina, que me leva à um nível de felicidade acima do normal. Seu poder bate em mim da maneira mais pura e perfeita que já presenciei em todos meus inúteis quinze anos. O que você é? É algum anjo disfarçado? Algum espírito selvagem que veio trazer o bem? É o Messias querendo trazer a paz e o amor a todos? O Sol se abre para mim sempre que estou ao teu encontro. Meus sentimentos se tornam cristalinos e alegres se estou contigo. Você é uma dádiva, um presente divino, você é maravilhosa.

Carta para ti,.

Postado em Uncategorized em 28/12/2011 por Diana Bulcão

Você me tem fácil demais
Mas não parece capaz
De cuidar do que possui
Você sorriu e me propôs
Que eu te deixasse em paz
Me disse vá e eu não fui

Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu

Você me diz o que fazer
Mas não procura entender
Que eu faço só prá agradar

Me diz até o que vestir
Com quem andar, onde ir
E não me pede prá voltar

Não faça assim
Não faça nada por mim
Não vá pensando que eu sou seu

(Paula Toller – Nada Por Mim)

Do pai, do Filho e do Espírito Santo.

Postado em Uncategorized em 28/12/2011 por Diana Bulcão

Gostaria de começar este texto com uma frase bonita, poética e verdadeira, que os companheiros da UDR disseram sobre esse camarada
“Jesus era alegre, um cara cheio de luz, o sonho dessa bicha era poder sentar na cruz.”

 Jesus de Nazaré nasceu (isso se ele existiu) num estábulo em Jerusalém, de sua mãe “virgem”, a Maria, que engravidou ao mesmo tempo de Deus, do Espírito Santo e de José, pra gente ver o quão rodada essa “virgem” era. Começa a complicação: todos os anos antes do nascimento desse bróder são denominados “antes  de Cristo” e todos depois são denominados “depois de Cristo”, mas… Jesus nasceu quando então? No ano zero? É sério gente, eu não sei mesmo, não é uma pergunta retórica. Bem, whatever. Ele cresceu e tal, formou um bonde pesado dos 12 apóstolos, arrumou uma puta de luxo, aí resolveu arrumar caô com os romanos, que, na filha-da-putagem, foram atrás da biba mais manipulável – no caso, Judas – e mandaram um papo reto de que precisavam de Jesus aí pra umas paradas particulares e tal. A bicha louca foi lá, e beijou Jesus para os mano romano poderem reconhecê-lo. Ai aposto que, antes de fazer todas aquelas maldades, os romanos levaram Jesus pra uma festinha particular e mandaram ver. Aí Jesus foi crucificado ‘n stuff, e depois de – acho que – três dias, ele voltou para nós s2. Claro que voltou, a vida no céu deve ser tipo, tão chata e monótona sabe, vida na terra sim que era tudo de bom. Jesus gostaria mesmo era de morar em Sodoma e Gomorra, ali ele estaria feito.

Amém.

Igreja Anglicana

Postado em Uncategorized em 27/12/2011 por Diana Bulcão

Seria perfeito. Tudo daria certo como Ela havia planejado em sua cabeça. O momento, os dois, o cenário. Tudo. Tudo ficaria divino. Ela se olhou no espelho, colocou o cabelo atrás da orelha, sorriu, e saiu de casa. O dia parecia estar sorrindo, de tão perfeito que tudo estava. O céu azul, sem nuvens, as pessoas alegres, conversando alegremente uma com as outras, os pássaros cantando uma linda canção. Passou por uma vitrine, e parou um minuto para ver seu reflexo. Ah, que maravilha, Ela estava maravilhosa, Ele iria amá-la. Ele deveria amá-la, era o que Ela queria. Era o que Ela precisava, era o que Ela havia pensado, escrito, e planejado para toda a vida. Os dois deveriam ficar juntos para sempre, era o certo. Caminhou um pouco mais pela pequena calçada, e virou a esquina. Não poderia ter feito nada mais errado. Uma pedra de duas toneladas caiu em cima d’Ela. Quarenta soldados a executaram com metralhadoras. O fogo a consumiu por inteira. Ela avistou Ele, e Ele estava com… com a Outra. Estavam juntos, abraçados, sorrindo um para o outro… Felizes. Sua alma gelou, Ela perdeu os movimentos do corpo. Os olhos ficaram paralisados na cena que Ela menos queria ter visto em toda sua pequena vida. Ele estava sendo carinhoso, educado e atencioso com a Outra. Dando a Outra todo o amor que deveria ser destinado à Ela. Segundos depois, Ele A avistou, e sorriu. Simplesmente sorriu. Soltou a Outra, e caminhou em sua direção. A cumprimentou com um beijo na bochecha, o qual deveria ter sido em seus lábios, abraçou-A de uma maneira confortável, trocou meia dúzia de palavras, e voltou para a Outra. Voltou… Voltou para a nova Ela. Voltou para Ela.

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