Posted in Uncategorized on 14/03/2016 by Diana Bulcão

sol a pino
letras no cabelo
alma em pleno transe

experimento um

Posted in Uncategorized on 25/05/2015 by Diana Bulcão

Cheiro de gás. Aqui tem gás vazando. Alguém vai morrer em breve. Ou está tentando se matar nesse exato momento. Ou pode ser apenas um acidente, vai saber. Caminho caminho caminho viro a esquina pra direita e caminho caminho caminho. Perna depois da perna. É quase que automático, eu só preciso me manter estável e viva. O andar é como um movimento em uma máquina. Você levanta a perna, leva ela um pouco a frente de onde havia pisado antes e coloca todo seu peso sobre para poder encostar no chão, isso tudo ao mesmo tempo em que a outra perna termina de dar o passo para poder levantar assim que a primeira chegar no próximo destino para assim continuar o ciclo pra sempre e sempre. Só com um comando mental e diminuição de ritmo você para esse processo. As vezes fico com a sensação de que desaprendi a andar, que isso tudo é fixado no meu cérebro de alguma forma artificial, que sozinha sem amarras eu apenas cairia com as pernas bambas. Amarras, sim as amarras. Teoria das cordas, mais ou menos, sabe? Essas coisas estranhas onde os nomes destino e fadado são achados facilmente. Seguindo pela calçada eu passo por algumas pessoas que estão andando (provavelmente com facilidade) e por outras só paradas e tento parecer estável e normal. Meu problema, ou não, não sei, enfim, é pensar demais em todas as coisas. Não necessariamente deixo transparecer isso pros meus amigos até porque eu desprezo isso bastante. Quando eu penso bastante, eu tento planejar todas minhas ações, e por causa disso acredito que toda hora eu vou parecer artificial e programada, aí acho que as pessoas vão perceber. Pensar nisso tudo em deixa mais tensa e tento andar mais rápido. As vezes eu atravesso a rua pra evitar gentes. Quando eu entro em lojas se eu não sei já previamente o que vou querer eu tenho a tendencia de ficar muito perdida e gastar muito tempo lá dentro. Fica parecendo também que eu entrei pra roubar porque fico só andando de um lado pro outro olhando as coisas e não pegando nada. Costuma durar uns 10-15 minutos esse processo. No final geralmente eu compro coisas que me fazem felizes mas eu sei que no fundo deveria ter pego outras coisas. Algumas músicas e imagens ficam me fazendo pensar em uns sentimentos que não me agradam e isso me frustra então busco por outras músicas e imagens e drogas que fazem pensar em outros sentimentos, melhores. Se os pensamentos não mudam ou não vão embora eu, sei lá. Foda. foda foda foda foda. Falar não resolve, obviamente. Só complica tudo.

Marca Registrada

Posted in Uncategorized on 04/08/2014 by Diana Bulcão

O segredo é aprender a dominar seu animal selvagem interno a um ponto em que ele possa ser livre o suficiente para fazer o que for de sua natureza, e domado o bastante para não machucar suas presas pessoais.

Há de ser dita.

Posted in Uncategorized on 04/08/2014 by Diana Bulcão

Feliz não é a regra.

Feliz é a exceção.

03h56

Posted in Uncategorized on 15/07/2014 by Diana Bulcão

Quando o Tudo some
vai embora, desaparece
o Nada vem
permanece
prevalece
se transforma, se molda
e cria uma imagem
ruim, quase sempre.
Será que foi real?
Aconteceu? Mesmo?
Como diferenciar fantasia e realidade?
mente presa, coração esmagado
nós no estômago
e na garganta
pior dos nós
Aconteceu mas não foi real? Não.
Significou?…

Quero mudar de assunto
não quero mais pensar sobre isso
não quero mais pensar
não quero mais
não quero
não

*cortinas*

Super A

Posted in Uncategorized on 09/06/2014 by Diana Bulcão

Surgiu de supetão.
E em sua companhia veio a dúvida e a insegurança. Resolveu por entregar-se ao novo. A efervescência de sentimentos e sensações diluiu-se em uma paz momentânea, paz tal que acabou entrando em conflito com as substâncias artificias que tomavam conta de sua mente. Não havia mais concentração, não havia relaxamento, não havia bem estar. Forçou-se a permanecer naquele estado até o momento em que não aguentasse mais.  Tentou focar no porquê, no quando, no onde. Mas tudo era horrível, decrépito, forçado, doentio, nojento. Foi até seu limite e entrou em exaustão. Desistiu. Surgiu a dúvida se havia realmente alcançado seu objetivo. Sentiu-se mal.

Sen

Posted in Uncategorized on 08/12/2013 by Diana Bulcão

Sua unha, encravada em minha pele, foi, aos poucos, se desvencilhando do resto de meu corpo. Soltou seu peso e flutuou ao velho colchão. Um lindo e leve sorriso tomou conta de seu rosto. Fechou os olhos e suspirou, parecendo aliviada. Sua cegueira não durou muito tempo. Abriu os olhos e me encarou. Seu olhar era, ao mesmo tempo, exausto, feliz, e com uma leve sensação de alteração por drogas. Uma gota de suor escorria por seu colo até se perder no tecido de seu sutiã. Afastei seu cabelo de sua testa molhada e beijei o lugar. Fechou os olhos novamente e um arrepio tomou conta de seu corpo. Seus braços fracos e quentes envolveram meu corpo, que foi puxado para a distância mínima do dela.

E de novo.